O que tenho ouvido e sobre criação

Não tenho ouvido nada em especial ultimamente... Meu MP3 player está meio parado e meu Rhythmbox está em modo totalmente aleatório de tudo o que tenho por aqui.

Além de algumas bandas e canções realmente novas que tenho ouvido por recomendação e ainda não ouvi o suficiente para opinar, entre o que há de novo (ou nem tanto) na minha lista está A Cor do Som, que me interessou pelo interesse que tenho em ter um dia uma guitarra baiana; Paralamas do Sucesso, que tem muita coisa que eu não conhecia, como uma inusitada música em que Herbert canta sobre Speed Racer; Matanza; e Pato Fu. O caso de Pato Fu é interessante, pois me parece que eles não sabiam bem por onde ir, em termos do que contar. Apesar de musicalmente serem geniais. Com o tempo foram aparecendo letras interessantes, mas o começo é recheado de músicas interessantes sem letra, ou quase. Comigo parece ser o contrário...

Sempre soube o que dizer, o formato é que é o problema. Tanto que ainda hoje tenho algumas dezenas de letras minhas ainda desprovidas de qualquer arranjo. Isso não quer dizer, porém, que eu escreva "poesia que virará música". Sempre separei muito bem as coisas. Mesmo antes de começar a tocar qualquer instrumento musical, eu escrevia letra como letra e poesia como poesia, apesar de apreciar a musicalidade de uma poesia. Poesia pra mim precisa ter ritmo.

Já escrevi letra antes da música, música antes da letra e os dois ao mesmo tempo. Quando escrevo uma letra, geralmente ela já nasce com um esboço da melodia de vocal, por isso ultimamente prefiro criar já o arranjo base quando crio uma letra, para não perder a ideia. Não há caminho melhor que o outro, como em tudo na vida, há apenas um caminho que funciona melhor comigo.
Está bem, já falei demais. Estou aqui gripado pra caramba divagando... Melhor ir descansar.

Foto original.