Blog de bardo

Ensaio de ontem

Infinnita em ensaio

Ontem ensaiamos com carron, baixolão e violão. O entrosamento está indo muito bem e estamos confiantes que a formação vai funcionar. Só senti falta da guitarra em algumas músicas e o Alan não gostou muito do carron. Vamos improvisar com uma meia-bateria ou algo do tipo. Ideia dele mesmo. "Se o carron simula bumbo e caixa, melhor montar uma estrutura com um bumbo pequeno e uma caixa pequena, que aí ainda fico com uma mão livre pro carrilhão ou pro ganzá". Faz sentido.

Estamos definindo um repertório muito maior, e isso está sendo feito aos poucos. Breve, novidades.

Agradecimento a Darlin pelas fotos.

Pouca Vogal em Caruaru

Para quem curte Humberto Gessinger (e Duca Leindecker, mas acho difícil achar gente que o conheça por essas bandas, apesar de Cidadão Quem ser uma banda muito massa), Pouca Vogal vai se apresentar em João Pessoa e em Caruaru, respectivamente em 9 e 10 de julho. Vou pra Caruaru! Quem vai também? :-D

Mais informações aqui.

O que tenho ouvido e sobre criação

Não tenho ouvido nada em especial ultimamente... Meu MP3 player está meio parado e meu Rhythmbox está em modo totalmente aleatório de tudo o que tenho por aqui.

Além de algumas bandas e canções realmente novas que tenho ouvido por recomendação e ainda não ouvi o suficiente para opinar, entre o que há de novo (ou nem tanto) na minha lista está A Cor do Som, que me interessou pelo interesse que tenho em ter um dia uma guitarra baiana; Paralamas do Sucesso, que tem muita coisa que eu não conhecia, como uma inusitada música em que Herbert canta sobre Speed Racer; Matanza; e Pato Fu. O caso de Pato Fu é interessante, pois me parece que eles não sabiam bem por onde ir, em termos do que contar. Apesar de musicalmente serem geniais. Com o tempo foram aparecendo letras interessantes, mas o começo é recheado de músicas interessantes sem letra, ou quase. Comigo parece ser o contrário...

Sempre soube o que dizer, o formato é que é o problema. Tanto que ainda hoje tenho algumas dezenas de letras minhas ainda desprovidas de qualquer arranjo. Isso não quer dizer, porém, que eu escreva "poesia que virará música". Sempre separei muito bem as coisas. Mesmo antes de começar a tocar qualquer instrumento musical, eu escrevia letra como letra e poesia como poesia, apesar de apreciar a musicalidade de uma poesia. Poesia pra mim precisa ter ritmo.

Já escrevi letra antes da música, música antes da letra e os dois ao mesmo tempo. Quando escrevo uma letra, geralmente ela já nasce com um esboço da melodia de vocal, por isso ultimamente prefiro criar já o arranjo base quando crio uma letra, para não perder a ideia. Não há caminho melhor que o outro, como em tudo na vida, há apenas um caminho que funciona melhor comigo.
Está bem, já falei demais. Estou aqui gripado pra caramba divagando... Melhor ir descansar.

Foto original.

Recitar poesia ou não?

Uma ideia: recitar poesias entre algumas músicas da banda. Como seria isso? Gravei uma em teste, só a voz e contrabaixo, gravado usando o microfone embutido do notebook mesmo. :-P Veja o post que publiquei no Bardo:


Esta é para a sessão Ideias de fim de semana. Que acham de recitar algumas poesias minhas entre músicas, em apresentação da banda Infinnita? Com o contrabaixo e essa ideia, gravei uma versão da Alegria em Lata. Quem quiser ouvir o resultado pode baixar lá na página da poesia ou baixar o MP3 diretamente clicando aqui. O que acharam da ideia?

Aproveitando, vote na nova enquete da Infinnita!

[]s e boa semana para todos!

Lilith

Hoje apresento a Lilith, minha guitarra SG: minha diabinha. Coincidências que acontecem na vida da gente. Faz meses que eu tava doido por esse estilo SG. Terminei estando no canto certo, na hora certa, com pessoas certas e trouxe uma SG pra casa.

Engraçado que até perguntei lá na loja ao Slash, que estava presente, se o timbre dela encaixaria no estilo. Gostei do timbre, mas é sutilmente agressivo. Ele disse que não devia ter problemas, sabendo usar. Tudo bem então... Chego em casa e pesquiso mais sobre SG, caio na Wikipedia e vejo a lista de usuários da guitarra. No meio da lista, Humberto Gessinger.

Lembrei que no site da banda ele lista os instrumentos dele e fui conferir. Resultado: das 18 guitarras que tem lá, 9 são SG, incluindo uma semiacústica e as duas guitarras de 12 cordas que ele tem. E eu preocupado se encaixaria no estilo... Falta só a pedaleira agora, para breve.

A idéia é estudar guitarra e dividir participação da Celina (minha viola de 12 cordas) com a Lilith, quando eu já estiver bem. Aí eu vejo com o Pedro pra gente bolar arranjos pra duas guitarras em algumas músicas. Acho que fica legal.

Not a Number (NaN) - a Banda

Para quem não conhece, NaN é uma representação de dados que acontece como fruto de certos tipos de operações matemáticas estranhas. Por exemplo, ∞/∞ ou 1^∞.

Lanço hoje a banda Not a Number, uma Banda Nerd Distribuída. O nome achei legal por várias razões: é curto, é nerd e tem a ver com infinito (Infinnita é o nome da minha banda séria).

A idéia da NaN é gravar as paródias do nerdson e outras músicas nerds, mas de maneira distribuída, se houver quem queira colaborar.

Aí chegamos na segunda parte: quem quiser colaborar me avise dizendo de que forma pode participar. E aí eu vou escalando os voluntários para as músicas conforme forem surgindo músicas e tempo. E a gente vai gravando as trilhas isoladamente (cada um grava o instrumento/participação de sua competência) para juntar tudo depois em uma música só.

Enfim, é isso. Confiram a Not a Number!

Futuo Impróprio

Publicado no Bardo:

Futuro Impróprio
Um dia a gente endoida
Talvez por ser preciso
Ou por prazer, quem sabe
Ou então cria juízo

Um dia acaba o medo
E surge algo melhor
E o mundo em desespero
É que viverá só

Um dia tudo muda
E um sonho em procissão
Virá de estrela em estrela
Tentando achar o chão

Um dia o Sol não nasce
Nem pense em acordar
Duas noites se abraçam
Sem dia a atrapalhar

-- Cárlisson Galdino

Foto original de dougtone.

A estréia da Infinnita

Infinnita na Janela do Rock

Agora minhas impressões pessoais sobre a Janela do Rock.

O evento estava marcado para começar 16:30, mas como é normal (por aqui, pelo menos), só foi começar lá pras 18h.

A primeira banda a se apresentar foi a banda Arranha-Céus, da Vívian Marcella. Fizeram uma ótima apresentação. O engraçado é que a Vívian sempre foi controversa. Até hoje tem gente que diz que não suporta ouvir sua voz, enquanto tem gente que diz que adorou a apresentação. Fico pensando comigo se essa visão negativa do trabalho dela que algumas pessoas têm não são resquícios dos tempos mais distantes, quando ela começou a cantar. Porque o problema que vejo com ela desde sempre são os agudos e pelo que pude ver ela evoluiu muito e está controlando muito bem isso. Nas duas últimas apresentações que vi, saiu tudo bem. Vai entender...

A segunda banda foi a nossa. O Slash, que tinha acabado de tocar guitarra na Arranha-Céus, veio pra tocar contrabaixo com a Infinnita. Preparativos pra lá e pra cá... Então a gente começa. Toda forma de poder, mesclando uma versão minha com a versão original dos Engenheiros. Uma música forte, conhecida, pra já começarmos animando a galera. Um grupinho se forma na frente do palco pra curtir o som, enquanto o restante da platéia está parado. Ora, a banda é desconhecida e eu tinha retorno duplo e ouvia tudo muito bem: como ia adivinhar que o som estava saindo só no retorno. "A música que vocês tocaram agora estava só no retorno". "Tá... Fazer o que mais?"

Fomos pra segunda música: Damião. Uma das duas nossas animadas. O pessoal parece ter gostado. O Alan diz que ouviu o povo cantando junto "Veeeeem nos libertaaaar!", mas o Pedro estava sem retorno. Foi bem, de qualquer forma. Em seguida, uma apresentação rápida de minha parte e mais outra nossa: Quem Dera. Peguei o povo de surpresa, pois era a vez de outra música e não dessa, mas deu tudo certo (tirando que agora era o Alan que tava sem retorno, desta até mais à frente).

Agora Guantánamo, dos Engenheiros. Tocamos bem mais lento que nos ensaios, mas deu pra levar. Uma das minhas preocupações nessa apresentação era o uso da gaita nesta música, mas acho que ficou legal também. Fomos pra "Dias Gentis" e então para "Infinita Highway", mais uma conhecida pra ver se a galera se anima. Estava tudo indo bem, quando o Alan volta a ter retorno, se anima ouvindo o contrabaixo e quebra o bumbo, que já estava com um pé na cova desde antes do show começar. Paramos, anunciaram que voltaríamos pra continuar, mas não tinha como então paramos mesmo. Havia dois momentos ainda em que eu falaria com a platéia. Apresentar melhor a banda, falar do site da gente, agradecimentos, mas mas...

Queria muito ter ouvido a Senhora Rita, que tocou depois de nós, mas estava com fome depois disso tudo e fomos o grupo procurar o que comer. O atendimento demorou tanto que quando voltamos já havia tocado Senhora Rita e uma outra banda que não conheço. Já era a turma da Other Side que estava se organizando no palco. Os caras estão num nível monstruoso. Mascus Mausan, que se formou em Canto pela UFAL e lançou recentemente um CD solo, cantando com perfeição de todo jeito (gutural, lírico...)... Enfim, os caras deviam cair na estrada mesmo, a banda está num nível incrível.

Antes de a apresentação da Other Side terminar, fui embora. Ainda tinha a Metamorfose, do Júnior Cocerinha, quem tava organizando o evento, mas nem pude ficar pra assistir. No fim, foi bom o resultado. Particularmente eu poderia ter cantado melhor lá, mas era a primeira apresentação. O fato de ter sido um evento de médio porte pra cidade e eu ter metido a cara a tocar violão de 12 cordas e gaita e, mesmo com tanto obstáculo, ter cumprido o ponto já acho uma vitória.

A Infinnita está de férias e voltaremos a ensaiar em janeiro. De novo sem baixista, mas vamos seguir em frente. Ensaiar mais e tal e nos preparar para futuras apresentações (e gravar de novo pra trocar as músicas da gente que estão publicadas, porque nós sabemos que estão péssimas. "é pouco, mas é tudo o que eu posso oferecer" :-P)

Muito obrigado a quem foi prestigiar e a quem não pôde ir mas torceu por nós! Valeu!

Player de músicas gravadas em casa...

Coloquei na barra um player onde estarão músicas gravadas aqui, geralmente só por mim mesmo, para testar algumas coisas. Se quiser ver o player no navegador, o link é este. Mas se tiver nossa barrinha, vai ser mais fácil o acesso. ;-)

São duas gravações no momento.

Uma é Cinza, dos Engenheiros do Hawaii, gravada por mim não lembro quando, a voz e violão, sem equalização ou edição de qualquer tipo.

A outra música é Vampiro, do Caetano Veloso, gravada hoje mesmo, um instrumento por faixa e com uma edição mínima. A bateria foi feita usando o Hydrogen e os demais instrumentos e vozes são culpa minha. :-P

Músicas a mais

Tententender

Comprei uma mesa de som pequena e simples e passei a tarde gravando algumas brincadeiras nela e mexendo no Audacity.

Aqui está um dos resultados: uma versão minha da música Tententender, de Humberto Gessinger e Duca Leindecker (do Pouca Vogal - ainda não conhecem o PV? Não sabem o que estão perdendo!).

A bem dizer, esta foi a primeira música que gravei no equipamento. ;-)

Já dá pra brincar um bocado agora! Até que é divertido gravar.

Minha Sanfona Verde

SanfonaQuando era criança eu tinha um acordeão, acho que por volta dos dez anos. Era um acordeão pra criança. Um verde. Já tive flauta doce, violão de mentira, mas esse acordeão acho que foi o primeiro instrumento musical "sério" que tive. Era infantil, mas era de verdade. Hoje encontrei a relíquia lá na casa dos meus pais. Algumas teclas estão emperrando, mas se tiver concerto seria muito bom, eu guardo pra quando tiver filhos. :-) Minha mãe disse que foi presente da minha avó materna na época. Ou seja, se acharem ruim eu gostar de instrumentos musicais, a culpa talvez seja dela. :-P

Com esse acordeão infantil verde, eu ia pra área pra acordar minha vizinha de frente. Coisa de criança. Acho que desde criança eu era besta romântico. Não, não fomos namorados, nem no conceito infantil. :-P

Espero encontrar ainda alguma foto minha com a sanfoninha naqueles tempos... Como meus pais tiravam muitas fotos minhas, esperança não falta. A foto minúscula achei no mercado livre e o modelo era exatamente este, só que verde.

Não lembro de ter dado um nome à pobre da sanfona...

Publicado antes no meu blog principal.

Música tema para Escarlate

Escarlate #21

Estou escrevendo uma série de contos chamada Escarlate. Está lá no meu blog artístico pra quem quiser ver. Todo sábado, um episódio novo. Enquanto escrevo este artigo, já estão lá até o episódio 21 (e já escrevi, cá comigo, até o 25. O plano é ter sempre quatro episódios inéditos para caso de emergência). Mas eu sei o que vai acontecer até o último episódio, o 50. Quem quiser dar uma olhada por lá fique à vontade.

Mas o que quero dizer não é isso, é sobre a música tema de Escarlate. Escrevi Coração de Chumbo e publiquei no meu blog também (ainda não conhece? Visite lá! Tem poesias também). A música é tema de Zand e Knova. Zand é o personagem principal e Knova é um dragão fêmea com quem Zand teve um caso. Knova é quem dá nome à série: é um dragão vermelho. Passaram-se dez anos e o bardo Zand se tornou o guerreiro Zand até que foi chamado pela Knova para ajudá-la. E tudo volta, mas enfim, leia a história porque muita coisa acontece a partir desse ponto. Transcrevo aqui a letra de Coração de Chumbo. Espero que gostem.


 

Sabe? Eu só queria o teu amor
Mas sei que o seu orgulho sempre foi maior que nós dois

Eu só queria ter certeza
De que não era superficial
E hoje, dez anos depois
Olho pra nós dois
E vejo tudo exatamente igual

A vida dá voltas e eu tento viver
Pensei que pudesse viver sem você
Mas não tem sentido

Quem pode entender um coração de chumbo
Não há luz que ilumine teu olhar sombrio
Mas vou tentar
Te conquistar
Enquanto meu peito disser que sim

Eu só queria ter certeza
De que você valia a pena
Que há uma chance em minha mão
De tocar o seu coração
Ainda que seja bem pequena

A vida dá voltas e eu tento viver
Pensei que pudesse viver sem você
Mas não tem sentido

Quem pode entender um coração de chumbo
Não há luz que ilumine teu olhar sombrio
Mas vou tentar
Te conquistar
Enquanto meu peito disser que sim

-- Cárlisson Galdino


Jasmim, a série em contos que eu já concluí (foram 50 episódios) também tem uma música-tema: Estrela da Manhã. O problema da música-tema de Jasmim é que eu pensei em metal melódico (em português) e o tema é cantado por uma mulher, então nem sei quando haverá alguma gravação dela... :-P

Sobre Infinito...

Achei por acidente umas coisas legais na Wikipedia.

Primeiro o Teorema do macaco infinito, que fala que escrita aleatória em algum momento vai terminar reproduzindo conteúdo existente. Sim, isso pode levar muito tempo. E cá pra nós, em um tempo infinito praticamente qualquer coisa pode acontecer... :-P Mas o curioso é que essa idéia eu tive recentemente para a possível capa de um possível CD. Não, não um macaco infinito, mas uma série aleatória de letras formando, em algum ponto do CD, o nome da banda, que seria destacado. Na verdade até já fiz a arte disso, depois mostro. :-P

Outra é sobre Número transfinito, que é uma forma de comparar infinitos distintos. O legal é que utiliza uma letra hebraica chamada "alef" e que se parece com um N. Um possível futuro logotipo da banda pode utilizar alefs no lugar dos dois Ns... Só uma idéia... ;-)

A Famosa Nikki

Meu bandolim se chama Nikki e foi trazido de Salvador há dois anos. É um bandolim-menina e é minha companheira de muitas viagens. Já foi comigo pra Maceió, Palmeira, Salvador (de volta) e talvez vá comigo pra Porto Alegre este ano.

Fabricada pela Shelter, em estilo de bandolim country, é semi-acústica e tem a mania de quebrar cordas em mi (já me mordeu uma vez num caso lendário. Pedro, Quebrangulo e Aline estavam presentes e podem testemunhar).

Tem já um bocado de fans ela! Também fazem parte da família hoje: a Nicole (violão), a Nina (rabeca), a Brigit (contra-baixo) e as gaitas diatônicas Mel (de Melpômene, em Dó), Mila (em Dó), Urânia (em Sol) e Terpsícore (em Mi). A qualquer momento elas ganham companhia...